16.12.07

Nokia E62


É ótimo pra digitar textos. É como se fosse um N95 para trabalho. Sem entretenimento: não tem câmera, não tem muita capacidade, não tem o entretenimento que o N95 tem. Mas é um ótimo celular para receber, ler, escrever e-mails. Tem GPS e WiFi.

15.11.07

Casa Cor


Casa Cor me tira do sério!


Me irrita muito ir ao Casa Cor e ver as pessoas babando por projetos de decoração "inusáveis" e querendo fazer o mesmo em suas casas. As pessoas não entendem que o Casa Cor é para mostrar conceitos, tendências, de arquitetura e decoração; como num desfile de moda, ninguém vai usar aquelas roupas horríveis e super estranhas. Os desfiles servem para mostrar as tendências da estação, qual tecido usar, quais as cores, etc.

Só que a diferença entre os dois eventos é que no Casa Cor as pessoas querem usar as "roupas" que vêem expostas. E também não percebem que aquelas instalações são feitas para ficarem um mês expostas. Depois disso o piso racha, a tinta sai, a luz queima, o sofá mancha e assim por diante.

E no fim, mais uma vez, não gostei muito do que vi. Além dessa irritação que tenho com o Casa Cor, eu fico meio incomodado com aquelas pessoas que se sentem gente só porque estão visitando o Casa Cor e fazem cara de nojo. Como se o Casa Cor fosse um desfile de moda... moda? Ops!

Aproveitando, para quem ainda quer ir (termina no domingo), uma dica: vá de noite, a iluminação é linda!

7.11.07

rebONças


Se a notícia do fechamento do Rebouças por seis meses já irritou e surpreendeu a nós, moradores do Cosme Velho e de Laranjeiras, imagina lermos nos jornais que o Rebouças foi definitivamente fechado. Cosme Velho e Laranjeiras precisam do túnel Rebouças. Ir para Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico etc via Botafogo é um caos e triplica o tempo que levávamos via Rebouças. Se o plano da prefeitura é melhorar os bairros, que melhore, faça as reformas necessárias (como por exemplo reabrir o Museu Internacional de Arte Naif, fechado por falta de verbas). Mas que essas melhoras e reformas venham juntas com a abertura do túnel Rebouças.

Falando em prefeitura (nós temos umas?!), proponho ao prefeito (nós temos um?!) César Maia que faça o trajeto Cosme Velho - Ipanema de ônibus. Ah, esqueci que ele está ocupado no Caribe...

Se para mim, estudante de 17 anos, não é difícil entender o quão grande é o problema causado pela interdição do Rebouças, imagino que não seja tão difícil para o prefeito entender também.

30.10.07

Sumiu...


Desculpem o sumiço aqui do blog, pessoal, estou sem tempo para escrever posts então vou atualizando com as fotos.

;-)

19.10.07

Mandarin Duck



Que coisa linda! Achei no Flickr; clica na foto pra ver a foto maior.

5.10.07

Tropa de Elite - o verdadeiro



Cheguei do cinema agora, fui ver o verdadeiro Tropa de Elite. O filme é muito, muito bom. Eu já tinha visto a versão pirata, e sinceramente? Eu não notei nenhuma diferença do pirata pro original.

O final que todos tanto falaram foi aquele mesmo do pirata, tudo igual. As diferenças são técnicas, a luz é muito mais bonita, o som bem melhor, os efeitos, enfim, detalhes técnicos. Mas de resto, eu não notei nenhuma diferença.

E vale a pena ver o filme no cinema: pela qualidade técnica e porque esse filme é um filme bom pra ser visto no cinema. É um filme que empolga, que irrita, que dá susto, que desagrada, que diz verdade, que joga na nossa cara nossa sociedade e isso tudo é bom pra gente ver grandão, na telona; talvez assim, mostre o tamanho do problema e não só da tela.

Tinha fila antes do cinema abrir


29.8.07

"O Rio tem duas estações: o verão e o inferno"


Hoje assisti na escola o filme que ainda nem foi lançado mas que está na boca do povo: "Tropa de elite". O filme de José Padilha é baseado no livro "Elite da tropa" de dois policiais, André Batista e Rodrigo Pimentel e do antropólogo Luiz Eduardo Soares, e mostra a PM super-corruptível e o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que não se corrompe em nenhum momento. O BOPE pode não ser corruptível, mas o objetivo deles é entrar nas favelas e matar todos. O filme não deixa isso muito claro, mas no livro isso é dito o tempo todo. Quando a PM não consegue segurar a barra o BOPE entra em cena, mas na verdade a PM não seria nada sem o BOPE e isso vocês vão ver no filme ou no livro.

Eu li o livro há um bom tempo e adorei. A primeira parte do livro são várias histórias do cotidiano dos policiais (e é a melhor parte). A segunda parte é uma história só. O livro, como sempre, é bem melhor do que o filme. O filme tem quase duas horas e conta poucas histórias da primeira parte do livro. Se fosse se aprofundar, o filme demoraria muitas horas, claro.

Hoje o Xexéo escreveu a coluna dele justamente sobre isso e tudo que ele disse está corretíssimo. O filme é muito bom, bem feito, bem acabado, bonita fotografia, ótimas imagens de ação e o filme passa uma realidade incrível. Wagner Moura está simplesmente maravilhoso no filme a cada dia que passa fico mais fã dele. O elenco é ótimo como um todo.

Alguns dizem que o filme ainda não foi finalizado e que a versão que vai pro cinema é diferente da versão que está sendo pirateada. Pode parecer estranho um professor passar esse filme pra gente e ainda mais uma cópia pirata (que belo exemplo, né?). E na verdade não parece estranho, é estranho. Mas o professor de geografia gosta de nos colocar nessa discussão e acho ótimo termos essa noção na nossa sociedade e da nossa guerra urbana.

Durante o filme uma amiga virou e disse: "nossa, que coisa horrível, isto é uma guerra!". Mas a coisa mais horrível é que estamos dentro dessa guerra e vivemos normalmente enquanto aqui do lado, num morro bem próximo de você, isso está acontecendo.

Outra coisa que o filme deixa bem claro e dá bastante ênfase (mais do que o livro) é a questão dos jovens de classe média que compram drogas e mostra claramente que esses jovens é que financiam o tráfico. De baseado a baseado o tráfico se mantém e mantém os traficantes. Isso é uma coisa bem fácil de entender, mas parece que não tem jeito. Eu tenho vários amigos que além de fumar maconha & Cia sobem o morro para comprá-la. E assim o tráfico não enfraquece nunca.

Enfim, recomendo o livro e o filme. São duas ótimas pedidas. Ah, e claro, o filme é 40% palavrão.

E para finalizar, no livro têm duas citações que eu, particularmente, achei bem interessantes. A primeira fala sobre a questão da violência carioca e a segunda sobre o que mantém o tráfico:

"O Rio tem duas estações: o verão e o inferno."

"Odeio esses playboys mauricinhos de classe média que financiam (e mantém) o tráfico comprando drogas pra curtição e que nos fins de semana se vestem de branco e vão pra praia de Ipanema fazer passeata contra a violência."